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  • Amôras

a capacidade de ver o copo meio cheio

um dia, não faço ideia de que dia foi este, eu entendi.

deve ter sido entre uma conversa séria com meu marido seguida por uma outra conversa séria com meu irmão e minha cunhada.


todos estavam preocupados comigo:

-com as minhas dores físicas provocadas por uma doença conhecida como Espondilite Anquilosante - tipo uma artrite, que nada tem a ver com a tristeza de ter perdido meus pais, meus cachorros, minha avó, meu sogro, minha amiga.

-com as minhas dores emocionais provocadas por todas essas perdas.


quando finalmente eu entendi, a minha dor mudou de status. ela não deixou de existir e nem perdeu a força. sinto muito decepcionar, mas essa dor ganha força todos dos dias, quando eu me dou conta de que eles não estão mais aqui.


depois de tanto pranto, raiva, revolta, letargia... percebi que o meu problema não era mais o luto. meu problema era aceitar a vida.


por fora eu era sorrisos, músicas, danças... mas por dentro, eu não era nada.


aceitar a vida é aceitar que ela vai te bater, te nocautear, te esfolar.

e eu não aceitava nada disso.


estava inteira aos pedaços, rastejando, morrendo de dor, de fome... de saudades.


e fugir não adianta nada, fugir da realidade não traz paz. a gente tem que se encontrar por dentro. se iluminar por dentro e aos poucos. e enxergar beleza onde antes só existia a tristeza e o comum.


meu nome é Fabiana Bussamra Guerra

nasci no dia 27 de março de 74

tenho 44 anos

sou ariana e segundo a maioria isso é muito ruim (eu amo)

já quis ser paquita, bailarina, artista, cantora (????), surfista (só a minha amiga que morreu sabia disso)

e diante de tanta dor ao perder a minha mãe criei a AMÔRAS.


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beijo beijo no coração

AMÔRAS

by fabi guerra

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